quarta-feira, outubro 17, 2007

Labuta, parte da minha história

Eles pediram o meu trabalho e eu dei
Não satisfeitos a minha alma também
Eles beberam o meu sangue numa taça de cristal
Bem devagar sendo destroçado como um animal.

A carne serve o vinho que alimenta o ego
Dá forças aos tentáculos do que foi convencionado
O orgulho é uma mentira feita para consumir o ato
Falho, estúpido, burro e estático.

Tudo é mentira nessa vida de plástico
Um cartaz, uma foto de um hambúrguer falso
Um sorriso amarelo quando se quer gritar
Um aperto de mão quando se quer matar.

Você não é vida, é máquina, catraca, chip e produção
Não há saída do poço se não existe razão
Cansado de estar cansado de não lutar
Essa inércia que não te deixa sair do lugar.

Obrigações, convenções, necessidades que te prendem
Que legitimam a opressão e o comodismo da gente
Enquanto ao luxo se dá tudo e ao lixo não se dá nada
Vamos sobrevivendo cegos amarrados a essa cabala.

Para quê sorrir sem dentes se na boca só há escorbuto?
Se teu crachá virou uma forca que te sufoca o mundo
Como na bomba de Chicago ou na batalha de Seattle
Não há vida sem liberdade, amigo, isso é fato.

Um comentário:

PEDRO disse...

BROTHER,
PQP! EXCELENTE TEXTO, MEU VELHO.
PARABÉNS.